26 de agosto de 2013

Ela para na esquina de uma movimentada rua da capital paulistana. Lágrimas nos olhos e um misto de gratidão e ternura brotam em seu peito e se espalham por todo o seu corpo. Ela não se lembra do que a levou até ali, quais foram os desafios a enfrentar, os ganhos e as perdas, tudo isso se tornou tão pequeno diante da manifestação sincera de afeto. Ela respira fundo, sorri para o vento como se falasse bom dia à ele, que toca o seu rosto. O amor tem dessas coisas misteriosas, surge em frações de segundos em um simples gesto de afeição. O farol abre e fecha divesas vezes, mas ela continua ali sorrindo para o nada com a alma embalada pelo cântico amoroso, silencioso para os demais ouvidos, mas alto demais para ser simplesmente ignorado.....

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